domingo, 24 de marzo de 2013

Sexta-feira, 5 de Abril
Visita guiada a sítios arqueológicos de Bracara Augusta


15H00 Termas do Alto da Cividade / Teatro 

Termas Do Alto Da Cividade

     Esta zona arqueológica define o único balneário publico completamente escavado em Bracara Augusta. O edifício foi descoberto no decorrer de trabalhos arqueológicos realizados em 1977, tendo havido sucessivas campanhas até ao ano de 1999. Foi ocupado ao longo de vários séculos e como tal sofreu amplas remodelações e degradações, que complicaram a sua interpretação. No entanto, apesar de múltiplos saques e destruições foi possível identificar os grandes passos da sua evolução arquitectónica. A sua construção teve lugar nos inícios do séc. II, reaproveitando parte de um edificado anterior, datado da época de Augusto, ou de Tibério. A primeira reforma do balneário data de finais do séc. II / inícios do III, e caracteriza-se pela introdução de um novo tipo de circulação, sendo igualmente ampliada e redefinida a área de banhos. Em finais do séc. III / inícios do IV, ocorre uma remodelação mais profunda, com a transformação da anterior zona quente em zona fria. As termas sofrerão uma nova reforma em meados do séc. IV, com novas remodelações na área quente, tornando-se o edifício ainda mais pequeno. Nos inícios do séc. V, época da instalação dos Suevos na região de Braga, o edifício terá sido adaptado a outras funções. A insegurança e os hábitos cristãos, pouco favoráveis à prática de banhos públicos, terão determinado o fim da utilização das termas.

     O seu estudo permitiu entender a evolução do urbanismo num espaço privilegiado da cidade bem como avaliar a importância da arquitectura balnear no tecido urbano das cidades romanas.



Teatro Romano de Bracara Augusta

     O teatro romano de Bracara Augusta constitui o único edifício de espectáculos identificado no Noroeste Peninsular. A sua descoberta ocorreu em 1999, num espaço adjacente e associado às Termas do Alto da Cividade, quando se procedia à definição do limite noroeste da palestra das mesmas.
O monumento encontra-se ainda em fase de escavação, tendo-se procedido à descoberta de sensivelmente meio edifício. Exibe dimensões apreciáveis, com um muro perimetral largo de 4m, um diâmetro máximo de 72m e teria uma capacidade para cerca de 3000 pessoas.

     A descoberta deste edifício constituiu um grande contributo no estudo da cidade de Bracara Augusta. Com efeito, os teatros exerciam um papel de grande importância em termos culturais e ideológicos e através deles conseguimos aceder ao grau de romanização de determinada cidade. Bracara Augusta, na sua qualidade de capital de Conventus, beneficiava de espaços e arquitecturas, que denunciavam o seu prestígio e indicavam a força do poder imperial.


15h45 Escola Velha da Sé

Domus da Escola Velha da Sé

     Na Escola Velha da Sé detectou-se a parte sul de uma habitação, com hipocausto, pavimentos em mosaico, assim como vestígios de um pórtico associado a uma rua situada a este da mesma. Considerando a malha romana situamos o edificado três quarteirões a norte do forum. O edifício foi escavado em várias etapas, entre 1998 e 2003, tendo sido possível individualizar três fases construtivas. A primeira fase data de inícios do século II e está associada a espaços privados da habitação. Uma segunda fase, exibe uma cronologia de finais do século III/ inícios do IV, período em que foi construído um balneário na área sudoeste do edifício. Finalmente, na segunda metade do século IV, regista-se uma remodelação e reparação de alguns espaços da habitação. Esta casa deve-se ter mantido em funcionamento até ao período tardo-romano, momento em que é que desactivada com a construção da muralha suevo-visigótica, como é visível na parte oeste do edificado. Trata-se de um sítio com grande relevância no estudo da habitação privada romana em Braga, merecendo particular destaque a presença de um balneário privado e revestimentos em mosaico. 


16h45 Fonte do Ídolo 

Fonte do Ídolo

     Localizado fora do perímetro da muralha, é um monumento rupestre de cariz religioso, dedicado a uma dupla divindade: Nabia, divindade fluvial indígena e Tongonabiagus, seu parceiro. Foi classificado como monumento nacional a 6 de Junho de 1910 e beneficiou de amplos trabalhos de conservação e valorização em 2003. Apesar da sua antiguidade o monumento não é referido no mapa de Georg Braun (1594), nem na Historia Eclesiástica dos Arcebispos de Braga (1634) da autoria do arcebispo Dom Rodrigo da Cunha (1634). A primeira referência surge em 1728 nas Memórias para a história eclesiástica do arcebispado de Braga, de Jerónimo Contador de Argote. Constitui um dos monumentos romanos mais emblemáticos da cidade.
O santuário foi construído numa superfície vertical de granito, com cerca de 3 metros de comprimento, onde figuram dedicatórias e relevos esculpidos. Na sua base, do lado direito brota um manancial cujas águas terão sido canalizadas na Antiguidade. Terá sido mandado construir por Celico Fronto, imigrante originário de Arcóbriga. Intervenções arqueológicas realizadas em meados do século passado permitiram descobrir bases e fustes de colunas, ímbrices, aras epigráficas, denunciando possivelmente a existência de um templo associado ao santuário.


Esta actividade tem o apoio da Câmara Municipal de Braga.

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